quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia dos namorados pra que e pra quem?

Próximo dia 12 é dia dos namorados.
O dia dos namorados é uma data especial, uma data para ser curtida pelo casal, trocar carinho, atenção e quem sabe até presentes.
Acho que eu e o Sérgio só comemoramos um dia dos namorados, porque no ano seguinte juntamos as escovas de dente e a nossa relação deixou de ser aquela dos namorados. Não que eu não dê carinho, amor, atenção e até presentes ao meu marido, mas as motivações são outras. O fato é que a relação depois do casamento é diferente, nem melhor nem pior, diferente. Tem muitas coisas boas também, mas não é mais namoro.
Últimamente tenho visto vários comerciais mostrando que os casados também devem aproveitar para comemorar o dia dos namorados. Mais um recurso da mídia para incutir na nossa cabeça o desejo de ser pra sempre jovem, bonito e descolado...
Eu escolhi deixar o dia dos namorados para aqueles que estão vivendo essa fase da relação, que é muito bacana e deve ser curtida. Mas para os casados já existem os aniversários de casamento, porque eu preciso comemorar algo que não é mais a realidade da minha relação? Pra me sentir jovem?
Eu não tenho medo de envelhecer, muito pelo contrário. O passar dos anos traz maturidade e sabedoria. E como dizia Nelson Rodrigues... Envelheçam, por favor!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ninguém pode saber


Gente, tô mal até agora, mas o filme é muito bem feito.

Ontem, cai novamente na conversa do Sérgio e aceitei assistir um filme que ele baixou.

O problema é que desde que a Helena nasceu eu não consigo ver filme triste. Logo eu que amava Lars Von Trier. Mas sei lá, se certas coisas já me chocavam, agora elas me deprimem.

Bom, o Sérgio não lembrava da sinopse, disse que talvez fosse uma comédia, porque o filme conta a história de uma mãe que se muda para um apartamento com um adolescente e mais três crianças, mas ninguém podia saber porque no prédio não podia ter criança... pela história eu estava achando que seria uma comédia...

Bom, o que eu posso dizer é que o filme é muito bem feito e é sobre uma história verídica que aconteceu em Tókio. Mas assista preparado para ter o coração esmagado.

Aqui vai a sinopse que eu encontrei no Instituto Alana:

Uma mulher e seus 4 filhos se mudam para um apartamento. Como no local não é permitido que morem famílias grandes, os filhos chegam escondidos dentro de malas e não podem sair do apartamento, para não serem descobertos. Após algum tempo a mãe decide deixá-los, passando para o mais velho, de 12 anos, a tarefa de cuidar da casa e dos irmãos.

Diretor: Hinorazu Koreeda
Ano: 2004

Fofa!





As regrinhas
1. Dizer quem passou o selo e colocar o link da fofa
2. Copiar e responder as perguntinhas
3. Escolher 5 amigas fofas
4. Avisar as fofas que elas ganharam um o selinho “A dona desse blog é uma fofa”


Ganhei da Thais

Passo para: Rosana e Fran, ambas são fofas. Eu deveria passar pra mais três, mas não tenho mais pra quem passar.

Perguntas & Respostas


Mania
Só tomo café na caneca, não gosto de tomar café no copo e não utilizo a caneca pra tomar outros líquidos. Tipo caneca pra café, copo pra água, suco e refrigerante, blergh. Coisa de maluca né?

Um Pecado Capital
Preguiça. É pecado capital? Eu também tenho memória seletiva, não me lembro de nada das aulinhas de catequese.

Melhor cheiro do mundo
Mato depois da chuva.

Se dinheiro não fosse problema, eu faria:
Conheceria todos os continentes, assim como a Thais, acho viajar o melhor investimento do mundo. Não só pelo descanso, mas pela riqueza de conhecer outras culturas. E também fundaria um centro de cursos para os adolescentes.

Casos da infância
Quando sai das fraldas eu queria fazer xixi em pé, como os meus irmãos, mas eu não tinha mangueirinha, huahuahua.

Habilidade como dona de casa
Lavar o banheiro, infelizmente...

Desabilidade como dona de casa
Todo o resto... too.

O que não gosta de fazer em casa
Lavar a geladeira, que trampo...

Frase
Fica o que significa...

Passeio para a alma
Santuário do Caraça

Passeio para o corpo
Xiii... ultimamente to hiper sedentária. O único exercício que eu faço é levantamento de Helena.

O que me irrita
Falta de respeito.

Frase ou expressão que falo muito
Xiii...

Palavrão de escolha
Caramba. Se não é palavrão é quase.

Desce do salto e sobe o morro quando
Querem passar por cima das minhas decisões em relação a educação que eu dou pra minha filha.

Perfume que usa no momento
Não uso perfume.

Elogio favorito
Quando elogiam a minha comida.

Talento oculto
Conhecer as pessoas profundamente.

Não importa que seja moda, eu nunca usaria nem no meu enterro
Bota branca.

Queria ter nascido sabendo
que é importante estudar matemática.

Eu sou extremamente
eu mesma.

É isso!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Saudades.

Gente, faz tanto tempo que eu não posto que quase esqueci a senha do blog, huahuahua.

Tô sumida pela correria do dia a dia mesmo. Mas logo as férias estarão ai pra eu comentar o blog de todo mundo, rs.

Mas eu vim aqui pra outra coisa, vim aqui pra deixar um presentinho virtual pra pessoas muito especiais... então lá vai, por ordem de início de amizade:


Essa é para a Thais: que gosta de tudo preto no branco. Adoro pessoas assim.


Essa é para a Rosana: uma mãe-mulher-humana.


Essa é para a Fran: de uma cor delicada como você.



Todas as rosas são do jardim daqui de casa.
Muitos beijos.
Fui! Volto assim que der.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Por outro lado...

Por outro lado, estou satisfeita com algumas coisas e quero dividir com vocês o meu alívio.

A minha principal preocupação antes de voltar à faculdade era se eu iria conseguir manter a qualidade do vínculo que eu mantinha com a Helena, graças ao tempo que eu dispunha.

E a coisa ficou da seguinte maneira:

Helena acorda lá pelas 7h e mama, tomamos café da manhã e intercalamos o brincar e as minhas atividades "do lar" hohoho, até umas 11h30. Daí eu dou o banho e o almoço, nisso ela já está implorando pela soneca do dia. Deito na cama com ela e dou o peito até ela dormir. Deixo ela dormindo e vou tomar banho, me trocar e almoçar. Minha mãe chega 12h30. Eu saio 13h e chego de volta antes das 18h. Minha mãe vai embora e até a hora dela ir dormir, eu dou o peito, dou banho, dou o jantar e muitos beijos e abraços. Por que não tem nada melhor do que carinho de filho(a).

Mas antes de conseguir organizar os meus horários, eu penei bastante.

Tentei ir de ônibus pra USP, como fazia antes e durante a gravidez. Mas gente, eu levava 1h30 pra ir e de 2h a 3h pra voltar... um inferno! Estava chegando em casa quase 20h.

Como o Sérgio chega umas 17h30, minha mãe ia embora, ele dava banho, jantar e ficava com a Helena me esperando. Eu chegava só pra dar o peito e ela já queria dormir.

Nada contra o pai dela fazer isso pra mim, mesmo porque ele me ajuda muito sempre que está em casa. Mas meu coração ficava em migalhas quando ele dizia que a Helena ficava apontando pra porta e dizendo mãmã... me enche os olhos de lágrimas só de lembrar.

Resumindo, ir do Imirim até o Butantã de carro, não é nada econômico, além de super poluente. Mas tem ajudado muito a conseguir ser uma mãe menos ausente.

"Tempo, tempo, tempo... Mano Velho".

Gente, é o seguinte: como vocês já sabem voltei a estudar... e o pouco tempo que eu tinha pra mim, só pra mim, acabou... buááááá. Costumava entrar na internet para ler os e-mails dos grupos de discussão, ler os blogs amigos e escrever aqui, tudo depois da Helena dormir, lá pelas 20h. Só que agora todo dia eu tenho texto da faculdade pra ler antes da próxima aula e tem faltado tempo pra poder ficar mais perto de vocês (se já não bastasse a distância física mesmo, snif...).

E gente, além da amizade, que é o mais importante, tem também tudo o que eu aprendi e que venho aprendendo no mundo materna, e que fazem a mim e a minha família tão bem.

É tão bom poder conversar com pessoas que também acreditam na criação por apego, na importância da família na costituição de uma pessoa.

Estou tão chocada com alguns comentários que tenho escutado de professores na faculdade... do tipo: "A família é um apêndice da escola" ou "Eu fico mais com os meus alunos do que com o meu filho", e ainda "O amor materno é um mito" e coisas do tipo.

Mas e onde fica a nossa responsabilidade de pais? Ou essa responsabilidade também é um mito? Me parece que nos dias atuais, sim, é um mito. Cada vez menos encontramos pais dedicando tempo a seus filhos.

E é por essas e muitas outras que eu me orgulho muito de ter amizades tão preciosas como a de vocês. Por saber que vocês também enxergam esse mundo de forma humanizada, responsável e consciente.

Por isso, apesar de não conseguir escrever e comentar na frequencia que eu gostaria, estou aqui torcendo por vocês.

Sei que o Japão passa por uma crise muito mais séria do que aqui no Brasil, então, eu aproveito para enviar boas vibrações e dizer que estou torcendo pelo término desse conturbado período.

Um forte abraço!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Adaptação

A partir da próxima semana eu volto a estudar. Meu coração já está apertado de ansiedade. Não pelo retorno ao mundo acadêmico, mas pelas poucas horas que vou ter que ficar longe da minha Brisinha.

Minha mãe virá aqui pra casa de segunda à sexta ficar com a Helena no período da tarde.

Quanto a relação das duas estou tranquila, elas se adoram.

Sempre que precisei sair por algumas horas e não dava para levar a Helena, ela veio aqui pra casa. E sempre que eu voltava encontrava Helena feliz da vida com alguma engenhoca nova que a minha mãe tinha inventado para ela brincar enquanto eu não chegava para dar o peito. Fora o que as duas batem de perna na pracinha...

Agora, mais do que nunca, eu entendo o período de adaptação nas escolas. Ele foi feito mais para os pais do que para as crianças, porque essas rapidinho se entrosam. Nós é que ficamos tristes de ter que nos privar da companhia dos filhos por algumas horas.



D. Rejane, minha mãe, com a Helena aqui em casa no Natal.